História

Como tudo começou



Em 6 de agosto de 1983...

Numa cidade chamada Muriaé, quatro jovens médicos cardiologistas recém formados se reunem e decidem fundar o PRONTOCOR, movidos pelo ideal de trazer para o interior da Zona da Mata mineira os novos recursos da medicina em tratamento cardiovascular que tantas vidas salvavam em todo o mundo. A cidade de São Paulo já era destaque no Brasil desde a década de 1950 através de médicos de renome como Euryclides de Jesus Zerbini, Adib Jatene, Henrique Walter Pinotti, Dante Pazzanese e José Aristodemo Pinotti. Mas Ewerton Abreu Filho, Odilon Paiva Carvalho, Rubem de Paula Bastos e Gil da Mota Couto queriam que Muriaé também pudesse se tornar referência em cardiologia no país. Parecia um sonho ousado demais, mas não impossível. E eles preferiram acreditar que era possível. Para isso, também sabiam que, desde o início, o PRONTOCOR precisaria de três coisas essenciais: equipe médica e profissionais altamente qualificados, equipamentos de tecnologia de ponta e área física adequada para suas instalações. Um desafio enorme que teriam pela frente. Mas que aos longo desses 37 anos de existência do PRONTOCOR vem sendo vencido a cada dia, pois na verdade é um desafio que não tem fim.

O mais importante desse trabalho foi a realização do sonho de dar oportunidade de sobrevivência a pessoas aqui do interior da Zona da Mata quando acometidas de uma emergência cardiológica. Sabe-se que 70 por cento dos que sofrem um infarto agudo do miocárdio morrem antes de receber socorro médico. Mas a partir do momento em que o paciente ingressa no hospital que tem uma unidade cardiológica de emergência esta estatísica é invertida para apenas 10% de mortalidade e 90% de chances de sobrevivência. Foi assim que o PRONTOCOR se tornou uma unidade de alta complexidade cardiovascular 24 horas por dia a serviço da vida.

Num mundo em constante transformação, a cardiologia foi evoluindo e o PRONTOCOR sempre acompanhando essa evolução. O primeiro procedimento cirúrgico realizado no PRONTOCOR foi a medição da pressão arterial pulmonar com o cateter de Swanghans. Isso representou uma ajuda de diagnóstico muito importante, ao mesmo tempo em que o tratamento medicamentoso também ganhava novas drogas muito eficientes nas doenças agudas arteriais. Ainda assim, casos muito graves continuavam exigindo remoção de pacientes para centros maiores. Estava claro que era preciso expandir mais o PRONTOCOR para que esses casos também pudessem ser atendidos aqui mesmo em Muriaé. A técnica era a angioplastia primária, tratamento do infarto agudo do miocárdio que havia se estabelecido como padrão para salvar vidas e que consiste em desobstruir no máximo em 12 horas o vaso ocluído mediante a invasão por cateteres, balões e stentes, para que o paciente tenha de novo 100 por cento de fluxo de sangue pela artéria.

A posição geográfica privilegiada de Muriaé ajudou muito. Situada no epicentro de uma confluência de várias cidades importantes da Zona da Mata de Minas, como Manhuaçu, Carangola, Além Paraíba, Leopoldina, Cataguases, Miraí, Viçosa, Ubá e Visconde do Rio Branco, além de várias outras menores e a poucos quilometros de cidades do Estado do Rio de Janeiro, como Itaperuna, a cidade-sede do PRONTOCOR tinha tudo para se tornar um polo de referência em tratamento cardiovascular, pois preenchia um dos principais requisitos para viabilização da implantação de uma unidade de angioplastia primária, tipo de serviço médico que demanda a abrangência de uma população, no mínimo, em torno de 1,5 milhão de habitantes. Mais uma vez, o PRONTOCOR aceitou o desafio e ampliou suas instalações para por em funcionamento a angioplastia primária em Muriaé, chegando atualmente a 120 leitos de internação, três salas para cirurgia cardíaca e uma sala para hemodinâmica.

A partir de 2006, um novo avanço aconteceu. O PRONTOCOR passou a realizar cirurgias de revascularização miocárdica, mais conhecidas como ponte de safena, cirurgias de válvulas, cirurgias de cardiopatias congênitas, implantes de marcapasso, cirugias de ablação de arritimia cardíaca, angioplastias de artérias coronárias e periféricas e cateterismo. O PRONTOCOR ostenta a marca de mais de 15 mil cirurgias, com um dos menores índices de mortalidade e um dos melhores resultados do Estado de Minas, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

O PRONTOCOR se tornou um hospital de referência em alta complexidade cardiovascular, pautado em uma política de qualidade voltada para a melhoria constante de seu corpo clínico e de suas instalações. Trabalhando com dedicação e profissionalismo e investindo sempre em novas tecnologias.

O PRONTOCOR atende milhares de pacientes encaminhados de toda a Zona da Mata de Minas e também de várias regiões do Estado e do Brasil, cobrindo mais de 200 municípios. Isto é um motivo de muito orgulho e satisfação. Saber que estamos oferecendo o que há de melhor em tratamento cardiovascular para um público tão grande, fora do eixo dos grandes centros urbanos.

Temos a maior estrutura física do interior de Minas Gerais para o atendimento em cardiologia, com uma área construída de 5 mil m², 120 leitos de internação e uma UTI com 14 leitos específicos para cardiologia.

Seja através do SUS ou de vários convênios, nossa visão é de uma medicina social, uma vez que o mais importante é o ser humano. Porque, para nós, a vida é tudo.